sábado, 23 de janeiro de 2010

[EXERCÍCIOS] Taxonomia (com soluções)

 O teste está aí à porta, por isso não custa nada tentar resolver estes exercícios que ajudam na preparação e não demoram muito!

1. (ANÁPOLIS) Dois seres vivos pertencentes à mesma ordem são necessariamente:

a) da mesma raça;
b) da mesma espécie;
c) do mesmo género;
d) da mesma classe;
e) da mesma família.

Resposta letra D, espécies semelhantes vão pertencer à categoria taxonómicas maiores, estando então inseridos na mesma classe.
Pq não letra A, o conceito de raça não é estudado aqui.
Pq não letra B, posso ter animais da mesma ordem, por exemplo: ordem carnívora, com espécies totalmente distintas, por exemplo: canis familiares e felis catus (cachorro e gato, ambos carnívoras).
Pq não C, mesma explicação e exemplo do item anterior, apenas substituindo o nome da espécie pelo nome do género: Canis e Felis.
Pq não E, mesma explicação e exemplo do item anterior, apenas substituindo o nome do género pelo nome da família: Canidae e Felidae.

02. (CESGRANRIO) Se reunirmos as famílias Canidae (cães), Ursidae (ursos), Hienidae (hienas) e Felidae (leões), veremos que todos são carnívoros, portanto, pertencem à(ao) mesma(o):

a) espécie
b) ordem
c) subespécie
d) família
e) género

Resposta: letra B, no enunciado o autor falou que todos são carnívoras, enquadrando então todos em um táxon acima do táxon da família. Note que não precisa saber decorado o nome das ordens (que são muitas), apenas precisa saber que um grupo de família são enquadrado numa categoria maior, o táxon acima, a ordem.

03. (FUND. CARLOS CHAGAS) Qual dos seguintes grupos inclui organismos mais relacionados entre si?

a) filo
b) família
c) género
d) espécie
e) raça

Resposta letra E. Apesar do conceito raça não ser utilizado na taxonomia actual, vale saber que raça equivale a uma subespécie, ou seja, a espécie da espécie. Se n existisse a opção raça, a resposta seria espécie.

04. (FIUBE) O nome científico do leão é Felis leo, do gato é Felis domesticus. Os dois animais pertencem a diferentes:

a) filos
b) famílias
c) ordens
d) espécies
e) reinos
Resposta letra D, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa (rsrsrs).

06. (UNISA) Com base nas regras de nomenclatura, indique a alternativa incorrecta:

a) Homo sapiens sapiens;
b) Trypanosoma Cruzi;
c) Rana esculenta marmorata;
d) Rhea americana americana;
e) Anopheles Nyssurhynchus darlingi.

Resposta letra E, Opa não se assuste com os três nomes, já que apenas falamos lá em cima da nomenclatura binominal, é que às vezes para confundir ela vai vim trinominal, ou seja, com a subespécie descrita. Então teremos: o género, a espécie, e a subespécie. Com apenas o género grafada com maiúscula.
Errata feita por Anne: em relação a letra (b) OBS: Nos casos em que o nome específico se refere a uma pessoa, a inicial pode ser maiúscula ou minúscula. Ex: Trypanosoma cruzi (ou T. Cruzi) — nome dado por Carlos Chagas ao organismo causador da doença de Chagas, em homenagem a Oswaldo Cruz!!!

07. Em termos da classificação de animais e de plantas, o nível correspondente ao filo entre animais corresponde, entre vegetais, a:

a) superfamília
b) família
c) divisão
d) classe
e) ordem
Resposta letra C. Ok, Ok, eu não comentei sobre isso, então lá vai a ordem e a chave das plantas:
Reino – divisão – classe – ordem – família – géneros espécie.
Reino: Plantae (Todas as plantas)
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae
Género: Hibiscus
Espécie: Hibiscus syriacus
08. (UNIP) A sequência hierárquica das categorias taxonómicas é:

a) filo, classe, ordem, família, género;
b) género, família, ordem, filo, classe;
c) filo, classe, família, ordem, género;
d) classe, filo, género, família, ordem;
e) ordem, classe, filo, género, família.

Resposta letra A, note que eles não colocaram todos os táxons, mas nossa frase serve.
Reino Feito Com Ordem Faz Gerar Esperança.


9. O homem e o gorila pertencem à mesma ordem. São primatas. Pertencem também, obrigatoriamente:

a) à mesma espécie;
b) ao mesmo género;
c) à mesma espécie e ao mesmo género;
d) ao mesmo: reino, filo e classe;
e) ao mesmo reino e à mesma espécie.
Resposta letra D, note que ele falou em ordem, obrigatoriamente e gorila e o homem vão pertencer aos mesmos taxa acima do táxon ordem.

Origem: (com adaptações) http://bioblogpe.blogspot.com/2008/10/taxonomia.html

Por: Fábio Costa

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

[NOTÍCIA] Descoberto animal que faz fotossíntese


  Uma equipa de cientistas norte-americanos da Universidade da Flórida do Sul, descobriu o primeiro animal que consegue realizar a fotossíntese, algo que até agora era exclusivo das plantas. A Elysia chlorotica é uma lesma do mar de cor verde, que habita a costa este dos Estados Unidos e Canadá.
  A lesma era conhecida por “roubar” os genes das algas de que se alimenta, as Vaucheria litorea. Desta forma obtinha os cloroplastos – estruturas de cor verde características de células vegetais que permitem a conversão da luz solar em energia –, armazenando-os nas células que cobrem os seus intestinos. No entanto, os últimos estudos da equipa de cientistas revelam que o molusco marinho desenvolveu as suas capacidades químicas, permitindo-lhe fabricar clorofila – pigmento que captura a luz solar - sem necessitar de roubar aos seus alimentos.
  Os investigadores utilizaram um sofisticado equipamento radioactivo que comprova a produção dos pigmentos fotosintéticos de forma autónoma. Na lesma marinha, os cloroplastos extraídos permanecem activas durante um ano, o que significa que, no caso de uma lesma jovem se alimentar uma vez das algas Elysia chlorotica e tiver acesso à luz solar, não tem necessidade de voltar a comer durante a sua vida.
  De acordo com a equipa de cientistas, durante o estudo, que será publicado na revista ‘Symbiosis’, foram encontrados exemplares da Vaucheria litorea que não se alimentavam há pelo menos cinco meses.

Origem: Luís Murteira Nunes, 13/01/2010, http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentid=608CEE3B-8C47-478F-A570-438E50757D58&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021

  Reflexão:
  Diariamente surgem novas provas de que o mundo "vivo" não pára de evoluir e o facto de novas espécies surgirem frequentemente é uma dessas provas de evolução.
  Ainda há pouco tempo coloquei, neste mesmo blogue, a notícia que informava a existência de um peixe com a capacidade de sobreviver a bastantes metros de profundidade no oceano e estou, de novo, a publicar a existência de um novo animal com capacidades desconhecidas pelos cientistas. Esta "nova espécie" era totalmente desconhecida pelo ser humano até então, pois definia-se que as espécies pertencentes ao Reino Animalia seria apenas heterotróficos e nunca autotróficos, o que acontece com este animal.
  Esta descoberta irá trazer um pouco de confusão para os sistemas de classificação dos seres vivos e poderá ser a razão para a modificação de alguns aspectos nas classificações de seres vivos, nomeadamente uma reformulação dos Reinos ou uma simples alteração nas características que definem algum dos reinos.
  É sempre bom encontrar novas espécies pois, só assim, o conhecimento humano pode avançar e novas práticas na ciência podem ser descobertas. Certamente que, se Whitaker estivesse cá hoje, reformularia o seu sistema de classificação de seres vivos para poder incluir este ser vivo num dos reinos da melhor forma possível!

Por: Fábio Costa

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

[NOTÍCIA] Cidades Flutuantes Para o Ano de 2100

  A pensar nos milhares de refugiados que resultarão da inundação das cidades costeiras pela eventual subida do nível do mar no final do século, o arquitecto Vincent Callebaut idealizou um novo conceito de unidade urbana.

  As alterações climatéricas e a previsão de subida das águas do mar irão produzir milhares de refugiados que necessitam de ser realojados. A partir desta previsão, o arquitecto Vincent Callebaut imaginou para 2100 uma unidade urbana pronta a receber 50 000 pessoas.
  Intitulada Lilypad, a cidade será flutuante, funcionará nos oceanos e poderá ser multiplicada as vezes necessárias, uma vez que é auto-suficiente. Se as previsões da ONU se confirmarem, em 2100 o número de refugiados das zonas costeiras inundadas com a subi-da do mar em cerca de um metro poderá chegar aos 250 milhões, pelo que os oceanos poderão ser povoados de cidades flutuantes.
Do ponto de vista da forma, o conceito que suporta Lilypad baseia-se na Victoria régia, um nenúfar gigante que pode ser encontrado na Amazónia e é feito de uma fibra natural extremamente elástica e plástica, que assim permite que flutue na água.
  Com o "objectivo de criar um sistema harmonioso baseada na dupla ser humano/natureza, bem como explorar novos modos de habitar no mar recorrendo a espaços colectivos fluidos e de pro- ximidade, potenciando a inclu-são social e o encontro de todos os cidadãos, nativos da nova cidade ou estrangeiros, novos ou velhos…", o arquitecto belga ampliou a forma desta espécie natural 250 vezes para criar um sistema urbano.
  De facto, a cidade pode ser posicionada em qualquer massa de água do globo e terá conceitos terrestres e aquáticos. Por um lado, será centrada num lago, a partir do qual se organizam três grandes áreas, que correspondem às funções de trabalho, lazer e serviços. Cada uma destas zonas será dotada de uma marina e uma montanha, esta última uma clara alusão ao imaginário da paisagem terrestre.
  Uma rede orgânica de infra-estruturas e vias une as montanhas e dará acesso a habitações e jardins suspensos, também eles organizados de uma forma ondulante e sinuosa. Os materiais de construção idealizados pelo arquitecto são as fibras de poliéster, cobertas por camadas de dióxido de titânio.
  Quanto à produção e consumo de energia, Lilypad será auto-suficiente e não emitirá gases poluentes: assim o lago central terá água doce recolhida das chuvas, e ser-virá de reservatório natural para a água potável. As fontes de energia ali utilizadas serão todas renováveis, como solar térmica e fotovoltaica, energia das marés, eólica, com fitopurificação da água para consumo dos seus habitantes e reciclagem dos resíduos por eles produzidos.
  Para o seu autor, Lilypad é uma "antecipação particular da literatura de Júlio Verne, mas também uma alternativa possível de uma ecopolis multicultural, cujo metabolismo estará em perfeita simbiose com os ciclos da natureza", explica.
  Temos entretanto de esperar 90 anos para a aferição desta ideia simultaneamente utópica e esperançosa.
Para já, existem todos os anos mais de 210 milhões de desalojados no mundo vítimas do clima, a aguardar respostas urgentes.

Origem: 17/01/2010, http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1471906

  Reflexão:
  Esta é uma das primeiras medidas que daqui a alguns anos serão tomadas caso não se consiga vencer o combate ao aquecimento global: a criação de cidades flutuantes.Com a quantidade de pessoas a nível mundial e a progressiva subida do nível médio das águas do mar, as soluções para combater as causas do aquecimento global não irão salvar ninguém, então pensa-se nas soluções para combater as consequências do aquecimento global.
  A ideia é, para já, inútil, uma vez que não há necessidade de criar cidades flutuantes, pois não há um número significativo de pessoas que ficaram sem a sua habitação devido à subida do nível médio de águas do mar.Também não se justificava a construção no momento actual pois ainda há uma série de aspectos que devem ser revistos antes de porem em prática este projecto, entre os quais o melhoramento dos painéis solares, que terão como função fornecer energia à cidade, melhoramento das técnicas de construção, para que esta construção seja o mais rígida possível sem perigo de danos…
  É, sem dúvida, um grande passo para enfrentar o que ainda virá no futuro devido aos acontecimentos do passado e do presente. No entanto, não se justifica que deixemos de combater o aquecimento global, pelo contrário, agora mais que nunca devemos acabar com a sua existência.
Por: Fábio Costa

Darwin e Lamarck

  Darwin

  Charles Robert Darwin nasceu a, 12 de Fevereiro de 1809 e morreu a 19 de Abril de 1882 foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução das espécies e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da selecção natural e sexual. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.
  Darwin começou a interessar-se por história natural na universidade enquanto era estudante de Medicina e, posteriormente, Teologia. A sua viagem de cinco anos a bordo da embarcação HMS Beagle e escritos posteriores trouxeram-lhe reconhecimento como geólogo e fama como escritor. As suas observações da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Selecção Natural. Consciente de que outros antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela (as ideias aceites eram fixistas), ele apenas as revelou a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objecções. Contudo, a informação de que Alfred Russel Wallace tinha desenvolvido uma ideia similar forçou a publicação conjunta das suas teorias em 1858.
  No seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection), ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de selecção natural. Esta tornou-se a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. Ele ingressou na Royal Society e continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana.
  Em reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, próximo de Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Foi uma das cinco pessoas não ligadas à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX.

Origem: (texto)http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin, (imagem) http://www.acadciencias.org.br/img/darwin.jpg
  Lamarck

  Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet, Chevalier de Lamarck nasceu a 1 de Agosto de 1744 e morreu a 28 de Dezembro de 1829. Foi um naturalista francês que desenvolveu a teoria dos caracteres adquiridos, uma teoria da evolução agora desacreditada. Lamarck personificou as ideias pré-darwinistas sobre a evolução. Foi ele que, de facto, introduziu o termo biologia.
  Originário da baixa nobreza (daí o título de 'chevalier'), Lamarck pertenceu ao exército, interessou-se por história natural e escreveu uma obra de vários volumes sobre a flora da França. Isto chamou a atenção do Conde de Buffon que o indicou para o Museu de História Natural de Paris. Depois de ter trabalhado durante vários anos com plantas, Lamarck foi nomeado curador dos invertebrados (mais um termo introduzido por ele), e começou uma série de conferências públicas. Antes de 1800, ele era um essencialista que acreditava que as espécies eram imutáveis. Mas graças ao seu trabalho sobre os moluscos da Bacia de Paris, ficou convencido da transmutação das espécies ao longo do tempo, e desenvolveu a sua teoria da evolução (apresentada ao público em 1809 na sua Philosophie Zoologique).

Origem: (texto) http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Baptiste_de_Lamarck, (imagem) http://www.acadciencias.org.br/img/lamarck.jpg

  Reflexão:
  Estes dois naturalistas, Lamarck e Darwin, foram e ainda são extremamente importantes para a ciência que é a Biologia.
  Primeiramente Lamarck, que criado no centro de ideias fixistas e apoiante do fixismo, reconheceu que poderia haver uma origem semelhante para as espécies que estudou, e assim, criou uma “sensação” de mudança, que no seu tempo acabou por inspirar novos naturalistas.
  Seguidamente Darwin conseguiu convencer a sociedade científica de que realmente as espécies evoluem e provêm de um mesmo ancestral comum. Até aos nossos dias a teoria da evolução das espécies de Darwin é utilizada para estudos e novas descobertas, sendo um marco muito importante para a Biologia actual.
  Para sempre vai ficar a marca de ambos estes grandes descobridores, que mudaram a compreensão da vida e dos seres que nos rodeiam e fazem parte da nossa evolução.

Por: Diana Peixoto

Teorias Evolucionistas

  Lamarckismo

  Baseia-se em duas leis:


        Lei do uso e do desuso;

        Lei da transmissão dos caracteres adquiridos;


  Lei do uso e do desuso:

• Quanto mais se utiliza uma parte do corpo, mais esta se desenvolve;

• Quanto menos se utiliza uma parte do corpo, menos esta se desenvolve.

  Lei da transmissão dos caracteres adquiridos:

• Os progenitores transmitem à sua descendência as características que estes adquirem, por exemplo: um indivíduo tem os músculos muito desenvolvidos, logo o seu descendente também irá ter os músculos desenvolvidos.

  O meio é o responsável pelo desencadear do processo, os seres na tentativa de se adaptarem ao meio, sofrem mudanças.

  Todavia o Lamarckismo foi refutado porque:

• Se os indivíduos como Lamarck dizia teriam “uma ambição natural” de se tornarem melhores, estes estariam sempre a evoluir;

• A lei do uso e do desuso não é aplicada a todos os seres vivos;

• A lei da transmissão dos caracteres adquiridos está errada, só as células somáticas são afectadas pelas modificações que o indivíduo pode ter, as células gâméticas não são afectadas (o fundo genético permanece o mesmo), e, hoje, sabemos que só o material genético é passado às gerações.

  O Lamarckismo é um marco importante para a ciência, uma vez que é a 1ª teoria evolucionista. Esta admitia que as espécies evoluíssem, ao contrário do fixismo.

  Darwinismo

  Darwin sofreu influências do Malthusianismo (crescimento da população):

• Mathus defendia que a população humana tende a crescer de forma geométrica, enquanto os recursos naturais são produzidos segundo uma progressão aritmética;

• A população humana tende a crescer para além das possibilidades do meio para a sustentar, gerando a luta pela sobrevivência. A certa altura mortalidade supera a natalidade, assim o crescimento funcional da população está assegurado;

• Darwin transpôs as ideias de Mathus para as populações animais e admitiu que, embora as populações tendem a crescer geometricamente o mesmo não acontece.

• A manutenção mais ou menos constante do número de indivíduos deve-se a:

  Nem todos os animais de uma população se reproduzem;

  A falta de alimento e condições ambientais;

  A luta pela sobrevivência (predação, competição, parasitismo);

  Doenças responsáveis pela morte.


 Darwin baseou-se em dados da geologia, biogeografia, selecção natural/ artificial e variabilidade.

        Geologia:

• As leis naturais são constantes no espaço e no tempo;

• Deve explicar-se o passado com base no presente;

• Na longa história da Terra ocorrem mudanças geológicas lentas e graduais.

        Biogeografia:

• A grande diversidade de seres vivos e o aspecto exótico que, por vezes, assumem algumas espécies, bem como a constatação de que a fauna e aflora diferem de continente para continente e das montanhas para os desertos, são importantes para a teoria de Darwin.

        Selecção natural e variabilidade:

• Os seres vivos de uma determinada espécie, apresentam variabilidade entre si – variabilidade intra-especifica;

• As populações tendem a crescer em progressão geométrica, ou seja, mais descendentes dos que acabam por sobreviver;

• Estabelece-se uma luta pela sobrevivência;

• Sobrevivem os mais aptos; os menos aptos acabam por ser eliminados – selecção natural;

• Os indivíduos mais aptos vivem mais tempo, reproduzem-se mais, transmitindo, assim, as suas características aos descendentes – reprodução diferencial – pequenas variações de características implicam o aparecimento de novas espécies.

  O meio é o principal factor de selecção natural, é este que “obriga” a que os indivíduos evoluam. Estes têm necessariamente de evoluir se pretendem viver.

        Critica:

• Darwin não explica como surge a variabilidade intra-especifica.


        Darwin queria publicar os seus resultados só após a sua morte, devido a represálias dos fixistas, porém com avanços de outros cientistas, este acaba mesmo por publicar a obra “A origem das espécies por selecção natural” ainda vivo. Foi a obra mais polémica até hoje, lembre-se o fixismo estava patente há 20 séculos.

Neodarwinismo ou Teoria sintética da evolução

  Darwin não explica:

        Variabilidade intra-específica (os mecanismos);

        Transmissão das variações.


  Desta forma, desencadeou-se um avanço na:

        Genética;

        Descoberta de mutações;

        Teoria da hereditariedade.


  A selecção natural não actua sob genes isoladamente, mas sim sob indivíduos com toda a sua carga genética – actua sob o fundo genético. Os indivíduos com o melhor fundo genético (conjunto génico mais favorável a um meio) sobrevivem mais tempo, reproduzindo-se mais, deixando, assim, uma maior descendência – reprodução diferencial. Desta forma, há um maior número de indivíduos com esta carga genética.

  Pilares do Neodarwinismo:

1. Existência da variabilidade intra-especifica numa população, sendo esta considerada como unidade evolutiva;

2. Selecção natural como mecanismo responsável pela evolução;

3. A concepção gradualista permite explicar a acumulação de pequenas alterações que vão ocorrendo ao longo do tempo.


1- Variabilidade intra-especifica:

• Mutações;

• Cruzamentos ao acaso/ recombinação genética;

• Selecção natural;

• Migrações;

• Deriva genética

  As modificações actuam sob o fundo genético da população e não sob um indivíduo. A população é a unidade evolutiva. ---> EVOLUÇÃO


Por: Ana Pires

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

[NOTÍCIA] LusoCord obteve mais de mil doações de células estaminais em seis meses


  O Banco Público de Células Estaminais do Cordão Umbilical (LusoCord) ultrapassou as mil amostras em seis meses de funcionamento, graças à “generosidade” dos portugueses que têm enchido este “mealheiro” de vida com hipóteses reais de tratamento, principalmente, dos cancros do sangue.
  Segundo a Agência Lusa, Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte, onde funciona o LusoCord, mostrou-se surpreendida com este número, uma vez que esta meta estava estimada para um período de dois anos.
  De acordo com a responsável, parte do sucesso do LusoCord deve-se a grande divulgação do banco, que está a ser feita por grávidas, principalmente através da Internet. “Temos uma consciência cívica muito boa nas mães e nos casais”, referiu, ressalvando o elevado nível de informação que estas pessoas revelam sobre este serviço, na medida em que os futuros pais aparecem nos consultórios e maternidades a demonstrar saberem quase tanto ou mais do que os médicos e enfermeiros sobre o banco.
  “As pessoas ouvem falar nas crianças e nos doentes que necessitam de um transplante de medula óssea, sabem que o sangue do cordão é um recurso a aplicar e a aproveitar no transplante e sabem que, não sendo aproveitado, não vai servir para nada e será um desperdício de algo que pode ser precioso para salvar a vida de alguém”, afirmou.
  Por outro lado, acrescentou, ao doar o sangue do cordão umbilical, os pais marcam de uma forma importante “um período sagrado, que é o do nascimento”, sendo esta “uma forma de contribuir para renascer alguém que está doente”.
  Para já, o banco está apenas a recolher amostras, mas deverá iniciar a sua distribuição ao longo deste ano, anunciou Helena Alves. A distribuição das células estaminais que existem no sangue do cordão umbilical será feita para receptores compatíveis.Os doentes com os “cancros do sangue” são os principais destinatários, mas também pessoas com doenças raras e alguns tipos de anemias e casos em que a medula deixa de funcionar devido a efeitos tóxicos, como a quimioterapia.
  Cada amostra tem três por cento de probabilidades de ser utilizada. A especialista acredita que são “hipóteses reais” de tratamentos com as células estaminais do cordão umbilical, ao contrário do que publicitam as empresas privadas de crioconservação, pois “se alguém tiver a infelicidade de precisar de ser transplantado vai recorrer ao banco público, porque as células das pessoas que vêm a ter leucemia já têm alterações genéticas aquando do nascimento.”
 

  Reflexão:
  Esta notícia é sobretudo um aplauso à consciência cívica dos portugueses. É necessário que cada pessoa pense que com um pequeno gesto podemos salvar uma vida. Neste caso, estamos a doar o sangue do cordão umbilical (que não servirá para nada se nós não o doarmos) e por conseguinte podemos salvar a vida de uma pessoa! Assim, o “cancro do sangue”, doenças raras e outras podem ter uma nova fonte de esperança… As pessoas compatíveis com as células embrionárias têm mais uma nova oportunidade de viver.
  A crioconservação não é a melhor atitude, porque se o doente no futuro vier a ter a leucemia, este já tem as alterações genéticas aquando do nascimento, portanto não é nenhuma vantagem.

Por: Ana Pires

sábado, 16 de janeiro de 2010

[VÍDEO] Reinos dos Seres Vivos Plantae, Fungi e Animalia - Vertebrados e Invertebrados




Por: Fábio Costa

[NOTÍCIA] Japoneses descobrem técnica para fazer crescer órgãos no organismo

Investigadores da Universidade de Tóquio desenvolveram por bio-engenharia germes de dentes que transplantaram em ratos


  Investigadores japoneses conseguiram fazer crescer dentes de substituição em mandíbulas de ratinhos usando uma técnica que poderá levar ao desenvolvimento de órgãos completos em organismos, indica um estudo hoje divulgado.

  Já existia tecnologia capaz de desenvolver alguns tecidos em laboratório que depois podem ser transplantados em animais. Mas o que a equipa de Etsuko Ikeda, da Universidade de Ciências de Tóquio, agora explora são meios para fazer crescer órgãos no próprio organismo.

  Os cientistas desenvolveram por bio-engenharia um germe de dente, com características semelhantes às de uma semente com as células e as instruções necessárias para formar um dente, e transplantaram-no em mandíbulas de ratinhos.
  Segundo o estudo, esses germes cresceram normalmente dando origem a dentes perfeitamente funcionais, com dureza comparável à dos naturais e fibras nervosas capazes de responder a estímulos de dor.
Seguindo a expressão genética com uma proteína fluorescente inserida no germe transplantado, os investigadores comprovaram que os genes activados no desenvolvimento dos dentes estavam também activos durante o crescimento dos dentes de substituição.
  A técnica usada poderá levar ao desenvolvimento de órgãos de substituição e permitir fazer crescer órgãos funcionais completos dentro de organismos a partir de células estaminais ou outras células germinais.
“Propomos esta tecnologia para modelo de futuras terapias de substituição de órgãos”, escreveram os investigadores no estudo, publicado na revista norte-americana «Proceedings of the National Academy of Sciences».”



Origem: 2009-08-04, http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=33839&op=all#cont
  Reflexão:
  Mais uma vez a ciência proporciona-nos métodos para uma esperança de vida maior, assim como a resolução de graves problemas que actualmente enfrentamos.
  Como é do conhecimento de todos, muitas pessoas necessitam de transplantar órgãos (por inúmeras razões: acidente, doença crónica, entre outras) e esta notícia é uma salvaguarda para aqueles que se encontram numa lista de espera para terem um órgão novo, especialmente.
  Desta maneira é possível obter um novo órgão que se forma dentro do próprio organismo (é o que a técnica pretende), a partir de células estaminais ou outras células germinais (células que podem diferenciar-se). É necessário então salvaguardar estas células, porque o futuro é uma incógnita.
Uma notícia muito animadora para a comunidade.

Por: Ana Pires

domingo, 10 de janeiro de 2010

[NOTÍCIA] Foi descoberto o gene que determina número de vértebras

Moises Mallo é investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência e um dos autores do estudo.



  Os genes Hox, que são responsáveis pela identidade de cada vértebra ainda na fase embrionária de um animal vertebrado, determinam também o número de vértebras.

  Esta conclusão é do grupo de investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e das Universidades de Utrecht, Estrasburgo e Leicester, que levaram a cabo um estudo agora publicado na revista «Developmental Cell».
  Os animais vertebrados têm em comum um esqueleto segmentado, constituído por vértebras. Durante o desenvolvimento embrionário, cada segmento é formado sequencialmente, da cabeça para a cauda.

  Os primeiros segmentos dão origem às vértebras do pescoço, os seguintes às vértebras torácicas donde partem as costelas, e os últimos dão origem às vértebras localizadas na região lombar e na cauda.
  Durante este processo é fundamental que cada segmento se transforme na vértebra correcta, e que o número de vértebras e, consequentemente, o tamanho da coluna, sejam precisamente controlados.
  Já se sabia que a identidade de cada vértebra é determinada pela activação dos genes Hox. Agora, a investigação mostra que além de definir a identidade das vértebras, os genes Hox também determinam quantas vértebras se formam.
As vértebras formam-se a partir de estruturas precursoras chamadas sómitos, existentes no embrião. À medida que o embrião se desenvolve, vão-se formando sómitos na extremidade da cauda.

  Quanto mais sómitos se formarem, mais vértebras o animal terá. Dos muitos genes envolvidos neste processo, a família Cdx desempenha um papel central. Em experiências verificou-se que os ratinhos nos quais o gene Cdx está inactivo têm colunas encurtadas e não têm cauda.
  Moises Mallo, Investigador do IGC e um dos autores deste estudo, explica: “Sabíamos que alguns genes Hox não são activados quando os genes Cdx estão desligados, mas sempre se pensou que seria um mecanismo de assegurar que eventuais novos sómitos adquirissem a identidade certa (regulada pelos genes Hox)”.

  Esta investigação conseguiu mostrar que para o crescimento apropriado na extremidade da cauda, os genes Hox também precisam de actuar. “Quando activámos os genes Hox relevantes em embriões mutantes para genes Cdx (isto é, onde os Cdx não funcionavam), os embriões recuperaram as colunas vertebrais normais. Isto demonstra que os genes Hox compensam a acção dos genes Cdx na determinação do número de segmentos”, explica.

  Mallo esclarece que as observações “foram feitas na extremidade próxima da cauda”. Os investigadores acreditam que “os mesmos mecanismos estejam a actuar também na determinação do número de segmentos próximos da cabeça”.

Origem: 2009-10-27, http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=36278&op=all#cont

  Reflexão:
  Descoberto o gene que é responsável pelo número de vértebras. Este tal gene é o “gene Hox” que também é responsável pela identidade de cada vértebra ainda na fase embrionária de um animal vertebrado. Porém a família dos genes “Cdx” também desempenha um papel fundamental ( os genes Hox só estão activados se os genes Cdx estiverem activos).
  Penso que a noticia está muito bem elaborada e de perceptível entendimento para toda a comunidade. É explicado tudo o que é necessário para entender esta nova descoberta.

Por: Ana Pires

[NOTÍCIA] Investigadores criam peixe para estudarem sem dissecar

Peixinho-dourado transparente permite a cientistas verem os órgãos internos e a corrente sanguínea



  Um grupo cientistas japoneses da Universidade de Mie apresentou uma nova criação: um peixe transparente ideal para experiências científicas.
  Como não tem pigmentação, os investigadores podem estudar o funcionamento dos seus órgãos internos e a circulação sanguínea sem recorrer à dissecção. A criação foi apresentada na reunião anual da Sociedade de Biologia Molecular do Japão.

  Este animal não é resultado de experiências transgénicas, mas sim do cruzamento entre carpas-douradas (Carassius auratus auratus), os vulgares peixinhos de aquário, ao longo de três anos.
Há já vários anos que uma versão transparente dos peixes-zebra (Danio rerio) é utilizada em experiências científicas. No entanto, o uso destes animais é limitado, isto porque são muito pequenos (não passam os cinco centímetros) e leves (pesam apenas três gramas).
  Os peixes agora criados no Japão podem chegar 25 centímetros e a pesar mais de dois quilogramas. Além disso, vivem até aos 20 anos.
  O investigador Yutaka Tamaru explica que as escamas e a pele do peixe não têm pigmentação, o que permite ver perfeitamente o coração, o cérebro, o funcionamento dos órgãos e da corrente sanguínea, bem como todo o seu desenvolvimento à medida que vai crescendo.”

Origem: 2009-12-29, http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=38260&op=all



  Reflexão:
  E quem disse que os cientistas e os testes de laboratório são os maus da fita”? Agora acabaram-se os preconceitos contra os testes e por vezes a morte dos animais nos laboratórios. Com estes animais não é preciso “abrir para se ver”, vê-se e além disso pode acompanhar-se o seu crescimento.
  Foi um belo cruzamento de espécies, uma evolução na ciência e até para a biodiversidade. Imaginem agora os mamíferos ou aves (ou o que seja) sem pigmentação, seria alguma coisa muito agradável para o estudo destes animais também…


Por: Ana Pires

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

[NOTÍCIA] Nova tecnologia corrige anomalias congénitas

  Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela iSurgical 3D, uma spin-off da Universidade do Minho, venceu, na passada terça-feira, o Prémio de Empreendedorismo Start 2009.

  O dispositivo permite fazer próteses cirúrgicas modeladas para correcção do pectus excavatum, uma anomalia congénita caracterizada por uma depressão do esterno e costelas na frente do tórax, com grau de severidade muito variável.
  A deformidade é conhecida entre os leigos como “peito escavado”, “tórax escavado”, entre outros, e é considerada mais frequentemente como um problema estético. No entanto, estudos recentes têm mostrado casos nos quais a deformidade prejudica funções cardíacas e respiratórias. O pectus excavatum ocorre com uma incidência que varia entre 1/300 a 1/400 nascimentos, tendo os homens uma taxa três vezes superior à das mulheres.
  A correcção cirúrgica que actualmente existe é demorada e deixa muitas vezes na prótese imperfeições que provocam incómodo ao paciente e tornam mais demorado o período de adaptação.
  As oportunidades deste novo produto da iSurgical 3D residem essencialmente na diminuição dos tempos de internamento e da intervenção cirúrgica, reduzindo ainda significativamente o custo da cirurgia de correcção, que passará dos actuais cinco mil euros para 1850 euros.
  É a terceira vez consecutiva que ideias de negócio originadas na UM são galardoadas com o Prémio de Empreendedorismo Start: a Stemmatters foi a premiada em 2007, e a WeAdapt venceu a edição de 2008.

Origem: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37509&op=all (27/09/2009)

  Reflexão
  O uso da tecnologia em favor das descobertas em medicina tem verificado um acréscimo. Esta junção tem levado ao aumento de descoberta das causas das doenças, e tem ajudado na descoberta de cura nas mesmas. Naquelas em que não se verifica a descoberta da cura, encontram-se terapias , que ajudam o paciente a levar uma vida normal.
  Para os portadores desta doença,pectus excavatum, chegam notícias de fim da dor e à redução de problemas pulmonares e cardiovasculares.
  É com grande entusiasmo e felicidade que saliento o facto de esta “tecnologia inovadora” ter sido desenvolvida por portugueses na Universidade do Minho. Vê-se assim o esforço que estão a ter para ajudar no campo da medicina, e contribuindo mundialmente para o avanço da tecnologia.

Por: Dulce Teixeira

[NOTÍCIA] Doença de Huntington: Descoberta da doença pode vir a ser feita precocemente

  A identificação de uma anomalia sanguínea ligada à perda de peso observada na doença de Huntington pode servir para melhor seguir a evolução desta doença neurodegenerativa, segundo um estudo.
  Este estudo "abre as vias para novas abordagens terapêuticas", afirma a equipa de Alexandra Durr, do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm), cujos trabalhos surgem na revista PLoS One, com data de hoje.
  Estes investigadores identificaram uma anomalia plasmática (uma diminuição da aminoácidos, componentes que formam as proteínas) associada à perda de peso nos doentes ainda numa fase precoce da doença.
  A anomalia sanguínea foi também detectada em pessoas portadoras da anomalia genética mas que não apresentavam ainda sinais neurológicos.
  Este parâmetro biológico simples - a diminuição da taxa de aminoácidos (ditos ramificados) cada vez mais evidente ao longo do avanço da doença, medido graças a uma recolha de sangue - poderia permitir "seguir melhor a evolução da doença, quem sabe até detectá-la precocemente", afirmam os investigadores.
  A doença de Huntington é uma doença neurodegenerativa hereditária incurável, que chega a ser fatal.
  Geralmente a doença surge entre os 30 e os 50 anos através de perturbações de comportamento e movimentos anormais, seguidos de perturbações intelectuais e demência.
  O estudo abrangeu um grupo de 32 pacientes num estado precoce da doença e também pessoas portadoras de anomalias genéticas mas que não apresentavam ainda sinais neurológicos (estado da doença chamado de pré-sintomático) e 21 indivíduos saudáveis que serviram como grupo de comparação.

Origem: Jornal de Noticias, http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=702824

  Reflexão:
  A recente descoberta de como as proteínas actuam no ser humano permite descobrir precocemente como evoluiu a doença de Huntington. Esta doença , hereditária e fatal foi descoberta por George Huntington em 1872 , porém só em 1993 foi descoberto o gene causador da doença. Nos dias que correm além de uma análise da incidência da doença a níveis hereditários , com uma análise ao sangue pode-se descobrir precocemente se se é portador da doença. Assim, o doente poderá mais cedo iniciar a medicação que o ajudará a minimizar os sintomas da doença. Contudo , não existe ainda uma cura, o qual se deve ao facto de ser uma doença hereditária.
  Conclui-se que a descoberta de como anomalias de constituintes do corpo humano podem alterar significativamente o comportamento do mesmo.

Por: Dulce Teixeira

domingo, 13 de dezembro de 2009

[Relatório 0] Como extrair e visualizar as moléculas de DNA?

  Nesta actividade laboratorial, obteve-se DNA de um kiwi a partir de alguns processos que nos permitiram chegar ao nosso objectivo.

  Para esta actividade laboratorial, foi indispensável o conhecimento da teoria celular, que indica que todos os seres vivos são constituídos por células.
  Os princípios, que tomaram papel principal na compreensão da actividade e do seu objectivo, são os seguintes: a célula é a unidade básica estrutural e funcional dos seres vivos; todas as células provêm de células pré-existentes; a célula é a unidade de reprodução, de desenvolvimento e hereditariedade dos seres vivos; existem dois tipos de células: procariotas e eucariotas, e estas últimas podem ser animais ou vegetais; todas as células possuem ADN; o kiwi é um ser vivo multicelular constituído por células eucarióticas vegetais; é no núcleo das células do kiwi que se encontram as moléculas do ADN; estas encontram-se unidas a proteínas específicas, formando a cromatina; a técnica da extracção do DNA consta fundamentalmente em duas etapas: ruptura das membranas celulares (o detergente da louça, como o solvente de gorduras, destruirão a membrana plasmática formando fosfolípidos) e separação da cromatina dos restantes componentes celulares. O cloreto de sódio tem a função de manter a estabilidade iónica da solução.

  Juntamente com os princípios, é necessário ter conhecimento do significado de alguns conceitos. Tais conceitos são: DNA, fosfolípidos, célula, proteínas, membrana celular, organelos celulares, trituração, filtração, medição, kiwi, cromatina, célula eucariótica e núcleo.
  Após se seguir o procedimento experimental, conseguiu-se obter o DNA do kiwi num tubo de ensaio. Este parecia-se com um novelo de lã suspenso em álcool. Utilizou-se o álcool como substância para se obter o filamento em suspensão pois a molécula de DNA não é solúvel neste composto. Obteve-se 2 filamentos de DNA em 2 tubos de ensaios diferentes a partir de um preparado de kiwi que se fez. Com um dos tubos de ensaio, colocou-se um corante para que houvesse uma melhor distinção do novelo de DNA suspenso na solução.
  No fim da actividade, os objectivos da actividade foram concluídos, a questão-foco foi respondida (“Como extrair e visualizar as moléculas de DNA”) e o problema ficou resolvido, sendo a actividade realizada e concluída com sucesso.
Origem (imagem): http://4.bp.blogspot.com/_yY9w3boJ5h0/Sr0g7fRPNYI/AAAAAAAAACU/OJoWhuVtAwo/s320/Foto0128%5B2%5D.jpg

Por: Fábio Costa

Reprodução assexuada

Reprodução assexuada
Vantagens:
- Assegura a formulação de clones (a mitose é o único agente do processo);

- Como só é necessário um progenitor há poupança de energia;

- Rápida, logo conduz a um desenvolvimento elevado da descendência, que leva a uma rápida dispersão das populações;

- Os descendentes são iguais entre si e aos progenitores, assegurando, assim, a estabilidade genética;

- Podemos escolher o tipo de variedade de plantas que queiramos (suas características) e reproduzi-las em grande quantidade, de um modo rápido e estando as características dos descendentes asseguradas (ponto de vista económico).

Desvantagens:
- Diversidade praticamente inexistente entre os indivíduos da espécie;

- Não favorece a evolução da espécie;

- Difícil adaptação da espécie a mudanças ambientais (perigo para a sobrevivência da espécie).

Vários tipos de reprodução sexuada
Bipartição/ cissiparidade/ divisão binária/ divisão simples - divisão de um ser em dois com idênticas dimensões.


Germulação ou gemiparidade - formação de uma ou mais saliências, os gomos ou gemas, que se desenvolvem e separam, formando novos seres.



 Esporulação - formação de células reprodutoras, os esporos, cada um dos quais pode originar um novo indivíduo.



Fragmentação - separação de fragmentos do corpo, originando cada indivíduo por regeneração.


Partenogénese - formação de novos indivíduos exclusivamente a partir de gâmetas femininos.


Divisão múltipla/ pluripartição/ esquizogonia - o núcleo da célula mãe divide-se dando origem a vários núcleos. Estes rodeiam-se no citoplasma e numa membrana, dando origem às células filhas, que são libertadas aquando o rompimento da membrana da célula mãe.



Multiplicação vegetativa - formação de novos seres a partir do desenvolvimento de certas estruturas vegetativas, como raízes, caules e folhas.

Natural:
- Folhas

- Raízes

- Caules aéreos: estolhos

- Caules subterrâneos: rizoma, tubérculos, bolbos.

 

Artificial:
- Estaca

- Enxertia

- Mergulhia ou alporquia

Estaca - introdução de ramos no solo, a partir dos quais aparecem raízes e gomos que dão origem a uma nova planta.
 

Mergulhia - dobra-se o ramo até enterrá-lo no solo. A parte enterrada cria raízes e origina um nova planta independente.

Enxertia - junção das superfícies de duas plantas diferentes.

- Cavalo – a parte que recebe o enxerto;

- Garfo – a parte que dá o enxerto.

• Enxertia por borbulha;


• Enxertia por encosto;


• Enxertia por garfo.



Origem (imagens):
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http://www.prof2000.pt/users/joseduarte/santana/ficha_cn_1/imag/batata.jpg

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Por: Ana Pires

[NOTÍCIA] “Cooperação entre bactérias pode servir para fins médicos"

  Estudo de portugueses publicado da revista Current Biology

 Biológos portugueses estudaram as relações de cooperação entre bactérias para compreender melhor a ecologia microbiana e perceber como poderão ser manipuladas para fins médicos ou de biotecnologia. As bactérias cooperam por intermédio da produção de proteínas segregadas para o meio ambiente, mas algumas limitam-se a aproveitar o trabalho das outras, agindo como parasitas na comunidade microbiana, segundo um estudo, publicado da revista Current Biology.
  "Isso levanta um problema evolutivo importante, na medida em que as bactérias oportunistas se reproduzem mais e, com o tempo, levam as cooperadoras à extinção", explica o principal autor do trabalho, Eduardo Rocha.
  A questão que se coloca, segundo este investigador do Instituto Pasteur, em Paris, é saber, no contexto de uma comunidade condenada a desaparecer por conter apenas parasitas, como poderá persistir a cooperação.
  Essa cooperação é importante em muitas circunstâncias, como por exemplo na produção de biofilmes que facilitam a resistência aos antibióticos, numa melhor exploração do hospedeiro ou no favorecimento da exclusão de bactérias patogénicas do Homem. Como sublinha Eduardo Rocha, "a cooperação é muito frequente tanto na natureza como entre os microrganismos que habitam o corpo humano, onde são benéficos na sua maioria, mas podem ser também uma importante fonte de virulência".
  Compreender como se mantém ou se perturba essa cooperação, na sua perspectiva, "é essencial perceber a ecologia microbiana e como a manipular para fins médicos ou de biotecnologia". Perturbar essa cooperação através de manipulação genética tanto pode facilitar uma terapia como perturbar interacções positivas entre bactérias benéficas, abrindo a porta a bactérias patogénicas.

Teresa Nogueira
Neste trabalho, de que é primeira autora Teresa Nogueira, investigadora do Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, foi usado um modelo matemático que prevê uma cooperação positiva entre bactérias se estas partilharem um gene para o mesmo bem comum, neste caso a produção da proteína segregada.
  Entre os microrganismos com estas características estão os plasmídeos, que são os principais vectores de resistência a antibióticos.
  O modelo parte da análise da presença de genes que codificam para bens comuns em genomas de Escherichia coli, a mais estudada das espécies bacterianas. São as primeiras a colonizar o estômago de bebés e existem entre 100 e 1 000 milhões em cada humano adulto.”

Origem: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37761&op=all#cont

Reflexão:

  Pouco há a acrescentar quanto ao conteúdo desta matéria, creio que está bem explicada e estruturada. É importante reter que quando falamos em bactérias não estamos a falar de algo maléfico, mas sim com tendência a serem úteis ou não para os organismos hospedeiros.
  Este assunto em causa é ainda bastante fresco e até de difícil interpretação, porém quis publicar esta notícia mesmo para frisar que a ainda se faz ciência em Portugal e por PORTUGUESES. A ciência, em Portugal, está viva e dá provas do seu trabalho.

Por: Ana Pires